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Dica para mamãe de criança com TEA na volta as aulas! <3

  • 12 de fev. de 2018
  • 2 min de leitura

A adaptação na escola, mesmo para crianças que já estudam não é muito simples para crianças com autismo; E assim como a maioria das mamães de crianças autistas, o período de volta as aulas também me trás muita tensão... Apesar de o Miguel já ter estudado ano passado, e de o período de adaptação ter sido muito tranquilo. A equipe escolar foi maravilhosa e se esforçou ao máximo para atender suas demandas diferenciadas, este ano o objetivo é deixar que ele fique sozinho no ambiente escolar . Ano passado eu e os avós fazíamos um revezamento no espaço, pois pela falta da fala como meio de comunicação a equipe levou tempo para decifrar suas formas diferentes de comunicação, sem falar que o Miguel leva muito tempo para criar vínculo com outras pessoas.

Criei então uma estratégia (já utilizada ano passado) para ajudar na adaptação quando a criança não tem a comunicação bem desenvolvida como é o caso do meu Miguel, que tem 4 anos e não fala. Estou compartilhando com vocês, tenho certeza que muitas mamães vão gostar da ideia.

A proposta é dar voz a criança que não fala. É claro que a família tem conhecimentos a cerca da criança que são fundamentais no ambiente escolar, mas como passar essas informações de maneira que fiquem disponíveis para outros profissionais que sabemos que tem contato com a criança? Professores de educação física, artes, música, inspetores de aluno, recreadores... ufa! são tantos e eu nem falei todos! E nem todos tem contato direto com a família, ou irão parar para fazer uma análise dos longos relatórios dos profissionais. O desafio então era compartilhar as informações primordiais de maneira simples e objetiva. Pensei então neste quadro, que pode se fixado a parte interna da sala e compartilhado entre a equipe, aqui dei prioridade primeiro a três grupos de informações:

Os estímulos aversivos - que desencadeiam crises

Os reforçadores - que dão prazer e podem viabilizar atividades de interação

Os positivos e negativos que podem me acalmar- Retirar algo ou retirar algo, e isto me ajuda a reorganizar.

Somente o conhecimento deste grupo de fatores já é diferencial para os profissionais que irão lidar com a criança, eu adicionei ainda um segundo grupo de informações complementares: Um destaque para perigos iminentes, questões voltadas para a alimentação, e dicas para interação social. Fiz bem colorido e com estímulos visuais, pois sei que essas ferramentas também ajudam os adultos a se localizar nas informações e organizar uma memória por associação.

Que tal fazer o seu em casa? Este é um modelinho simples, mas você pode readaptar de acordo com as necessidades específicas de cada criança. Vale tomar cuidado com o excesso de informação, se ficar parecido com um relatório a proposta perde a função.

 
 
 

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