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Autismo, fogos e rojões.

  • 20 de dez. de 2017
  • 3 min de leitura

Atualizado: 28 de dez. de 2020



O Miguel tem uma grande sensibilidade ao som, e quando falo de sensibilidade não há só coisas ruins, ele tem uma percepção aos sons mais insignificantes de uma forma incrível! Por outro lado, a irritabilidade a sons aversivos é bastante intensa... Quando cães latem na rua por exemplo ele fica bastante assustado e nervoso. Estou aqui pensando como vai ser este período de virada com todos os fogos e rojões. E aproveito o momento pra trazer algumas informações importantes...

Conhecemos crianças com autismo que as vezes podem ser muito sensíveis a um Som em particular a um contato, e também falta de sensibilidade para níveis baixos de dor. Cerca de 40% das crianças com utismo tem alguma anormalidade de sensibilidade sensorial (Rimland 1990).

As sensibilidades mais comuns incluem sons e tato, mais em alguns casos a sensibilidade se relaciona com o sabor, a luz intensa, as cores e aromas. Ao contrario as pessoas podem expressar uma reação mínima a níveis de dor e temperatura que poderiam ser insuportáveis para os outros.

A observação clinica e considerações pessoais de pessoas com autismo e Asperger sugerem que há três tipos de ruídos que são percebidos com extrema intensidade. A primeira categoria são ruídos súbitos, inesperados, que um adulto com Asperger descreveu como “pulsante”, como um cachorro latindo, um telefone tocando, alguém tossindo ou rosqueando a tampa de uma caneta. O segundo é um tom alto, um ruído continuo, particularmente o ruído de pequenos motores elétricos usados em cozinhas, banheiros e equipamentos de jardim. A terceira categoria são sons desconcertantes, complexos e múltiplos como ocorre em grandes supermercados ou reuniões sociais.

Uma analogia apropriada para que possamos entender melhor é o mau estar que muita gente tem com determinados sons, tais como unhas raspando a lousa.

Depoimento de Aspergers:

A primeiro é de Temple Grandin (1988): “Os ruídos fortes e inesperados sempre me assustam. Minha reação com eles é mais intensa que de outras pessoas. Por isto odeio bexigas, porque nunca sei quando vão estourar e me fazer pular. especialmente os ruídos com tons altos de motores, tais como secadores de cabelos ou chuveiros. Ruídos de motores pequenos de baixa freqüência não me fazem mal (…) ruído era meu principal problema. Quando me defrontava com um ruído forte e não podia melhora-lo, tampava os ouvidos e afastava-me(…)

Darren White White y White (1987), descreve como: Estava também aterrorizada com o aspirador, a batedeira, o liquidificador, porque soavam como cinco vezes mais que atualmente. O motor do ônibus arrancava com um barulho forte , o motor soava quase como quatro vezes mais do que o normal e eu tinha as mãos no ouvidos todo o tempo que durasse a viagem. Os seguintes são alguns dos sons que sempre me transtornam bastante e fazem que tampe os ouvidos já que tenho medo deles: gritaria, lugares com muito ruído, plástico amassando, bexigas, aviões, o ruído dos veículos na cidade, martelos e ferramentas elétricas quando são utilizadas, o som do mar, o som das pontas de canetas porosas. Apesar de tudo isto, posso ler musica e toca-la e tem certos tipos de musicas que me encantam.

Outro menino tinha um interesse especial por ônibus. Antes de poder ver o veiculo, podia identificar a marca do motor. Também percebia o som original do motor de cada ônibus que passava por cada parte da cidade. Assim podia identificar o numero do ônibus seguinte que vinha mesmo que não se visse. Também tinha aversão a brinca no jardim de sua casa.. Quando perguntavam porque, respondia que odiava o ruído de “clak clak” das asas das mariposas.

Sensibilidade auditiva:- evitar certos sons;- escutar musica que distraia o som;- pode ser útil o treinamento e integração auditiva;- minimizar o ruído de fundo, especialmente quando varias pessoas falam ao mesmo tempo- considerar o uso de protetores auriculares.

Fonte: Inclusão Brasil ———

 
 
 

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Âncora 1
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