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Autismo e reuniões de família | Dicas para superar os desafios.

  • 13 de dez. de 2017
  • 3 min de leitura


O natal é para a maioria das pessoas um momento de reencontrar aqueles parentes que moram longe, que trazem presentes, que falam alto, que não conhecem as características únicas daquela criança neuro atípica. É especialmente difícil para famílias de crianças e adolescentes autistas tanto visitar quanto receber grandes grupos de pessoas. Mas por que?

Porque a criança com autismo tem em menor ou maior intensidade desordens de processamento sensorial ou hipersensibilidade*.


Quanto à hipersensibilidade sensorial do autismo, os americanos usam o termo Fight, Flight e Freeze para designar as ações típicas de uma pessoa desorientada. Ela luta (fight), foge (flight) ou congela (freeze). Quando sobrecarregados de estímulos podem escolher (sem dar-se conta) uma das três estratégias. Aquele que “luta”, seria o autista que reage gritando, jogando coisas ao chão, (se) agredindo etc. O autista que “foge”, o faz literalmente, saindo do local que o perturba intensamente – o aluno que se esconde no banheiro do colégio, que foge da escola, que se recusa a ir à escola etc. O terceiro é o ato de “congelar”: a criança aparenta não ser perturbada pelo que acontece a sua volta para mais tarde “explodir” em casa; ou o contrário: em casa ela demonstra estar calma e na escola não mais consegue se controlar, apresentando um comportamento inapropriado.


Ou seja, barulhos como risadas altas, vozes estridentes, muitas pessoas falando ao mesmo tempo, embrulhos, diferentes texturas, movimentação pela casa fora do que se está acostumado (ufa! só de escrever cansei!) ou seja! Toda a agitação natural das reuniões de família acabam sendo invasivas e incomodas de mais para o indivíduo, que vai demonstrar maior irritabilidade. As consequências vão variar de acordo com o nível de desordem, mas de modo geral a simples mudança de rotina já gera uma desestrutura para a criança. Trouxe então 5 dicas para amenizar da melhor forma possível estas dificuldades.


1. Estabeleça parcerias - Seja transparente com os familiares que vem de longe e por isso não conhecem as necessidades da criança, coloque pequenas regrinhas que possibilitem o bem estar de todos. Crianças podem ser mais difíceis de compreender as necessidades, mas conversar e reforçar o esforço com elogios ajuda a consolidar a regra. Vale aproveitar o espirito de empatia gerado naturalmente pelo clima nataino e fazer refletir sobre lidar com as necessidades uns dos outros.


2. Ajude a criança a se preparar para as mudanças - Converse antes, no caso de a criança não ser verbal utilize histórias sociais, imagens,mostre fotos dos familiares que irão encontrar.


3. Organização em meio ao caos - Prepare uma agenda VISUAL e tenha sempre ao alcance da vista da criança, para que possa compreender as alterações na rotina, e que estas são temporárias.


4. Se antecipe - Você melhor do que ninguém conhece sua criança, e sabe quais serão os possíveis problemas que podem surgir, prepare atividades que possibilitem evitar situações desagradáveis, pense no espaço interno e externo, em como será o dia e eleja parceiros para ajudar a bolar planos B.


5. Não se sinta julgado - (Esta é a dica mais importante!) Sempre haverá familiares incapacitados de compreender as especificidades da sua criança autista, lembre- se, esta deficiência está nessa pessoa, e não na sua criança! Não se sinta julgado, lembre se que nem todos tem a capacidade de ver com o coração como aprendemos com o pequeno príncipe. É preciso treinar e desenvolver a paciência, de também ver eta pessoa com olhos de afetividade e especificidade. O mais importe é que este possa ser um momento de paz, agradável a todos.




 
 
 

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Âncora 1
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