TEA e Discriminação Social
- 23 de jul. de 2016
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O autismo é encarado pela sociedade com e preconceito e muita desinformação, pois nossa sociedade valoriza os indivíduos que são considerados “normais” e não busca compreender a complexidade e as especificidades pelo fato de não querer reconhecê-la socialmente.
A tendência natural da sociedade é discriminar e estereotipar os portadores de qualquer deficiência. Contudo, uma reflexão aprofundada acerca do tema, faz-se necessária, para a mudança do pensamento, da postura e de atitudes frente a essa realidade cada vez mais latente.
Percebemos que atualmente as atenções da sociedade tem se voltado, de forma mais evidente aos grupos minoritários como: deficientes auditivos, visuais, físicos, afrodescendentes e etc., ou seja, aos indivíduos, que de alguma modo, estão excluídos. Com o desenvolvimento de novas pesquisas científicas os resultados demonstraram que o autismo não é um distúrbio de caráter afetivo/emocional, mas sim, do desenvolvimento neurológico como afirma Sousa & Santos. Estes autores esclarecem ainda que o autismo não é uma doença, nem tão pouco contagiosa, não havendo indícios que se adquira através do contato com o meio ou com o portador da síndrome. Consideram ainda que é uma disfunção neurológica que pode surgir quando a criança nasce e que se manifesta antes dos três anos de idade, mas sua causa específica ainda não se sabe.
As características como distanciamento social, dificuldade em desenvolver a leitura e escrita e oralidade desconexas - comuns aos indivíduos autistas - são constantemente usadas como impedimentos a escolarização regular. Justificando a ausência dessas pessoas nas escolas regulares e o encaminhamento a espaços reeducativos com a finalidade de adaptar o comportamento (VASQUES, 2008).
Demonstrando, assim, uma tentativa discriminatória de fazer a pessoa autista a responder as expectativas impostas pela sociedade como padrão, não respeitando as especificidades dos portadores desta síndrome.
Em suas manifestações cognitivas, os autista, demonstram ser capazes de produzir ideias próprias e originais, revelando que a aprendizagem mecânica/decorativa, é muito difícil de ser implantas nos processos de ensino-aprendizagem deles, principalmente, nas áreas da leitura, escrita e aritmética. Demonstrando frequentemente surpreendente maturidade e sensibilidade pela arte, desenvolvem interesses incomuns aos das demais crianças da sua idade.



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