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Espectro Autista

  • 10 de jan. de 2016
  • 2 min de leitura

Eu li em algum lugar que o termo autismo vem do grego, e está relacionado a palavra "autos" termo utilizado inicialmente por Eugen Bleuler, psiquiatra austríaco, para denominar um dos sintomas, que na época considerava parte de um quadro de esquizofrenia infantil. Como critérios de diagnóstico para esquizofrenia infantil Bleuler estabeleceu o que ficou posteriormente conhecido como os quatro A's ; alucinações, afeto incongruente, ambivalência e autismo, dessa forma o autismo ficou sendo identificado durante certo período na medicina como o ato de alhear-se do mundo a sua volta, fechando-se dentro de sua própria mente, ou seja, com o pensamento "alto'. Tenho cada vez mais sentido na prática esse pensamento alto, e observado o quanto realmente essas crianças parecem pertencer a um lugar mais alto, a um lugar totalmente diferente desta terra corrompida onde vivemos.Tenho o privilégio de ter recebido de Deus um desses anjos de pensamento alto, e a cada dia ele me surpreende e me ensina a viver, através de seu comportamento atípico me mostrando que muitos comportamentos 'típicos" não fazem sentido algum.... Eles não estão alheios do mundo, eles só tem um olhar diferente para o mundo, um olhar puro, capaz de ver detalhes e beleza onde nós não sabemos ver... Eu costumava me preocupar quando via meu pequeno príncipe girando por muitas vezes seguidas, então percebi o quanto ele exibia um sorriso largo fazendo isso, dei me conta de que o fato de girar, sentir o vento e a leveza lhe dava prazer, um prazer simples e puro que nós indivíduos de comportamento típico não sabemos sentir. Hoje quando o vejo olhando para um ponto fixo no vazio e gargalhando sem nenhum motivo aparente, em vez de estranhar, tento enxergar com seus olhos, e algumas vezes... eu consigo ver o quanto a vida é bonita, e que não precisamos de motivo aparente pra sorrir, pra girar, pra deitar no chão e sentir o piso gelado em um dia quente... Basta ter um pensamento alto.


 
 
 

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